As doenças não transmissíveis (DNTs) em Moçambique, constituem um problema grave de saúde pública. Sendo responsáveis por cerca de 27% de todas mortes e por volta de  60% de todas as causas de incapacidade que ocorrem no país e um pouco por todos os países em vias de desenvolvimento.

Devido ao crescimento das DNTs no país, o consórcio CUAMM, Sant´Egídio e AIFO com apoio da Agência Italiana  de Cooperação e Desenvolvimento, em parceria com MISAU, estão a desenvolver um projecto com vista a aumentar a capacidade de resposta com relação a pacientes com Hipertensão, Diabetes e Cancro de colo de útero, prevenção e controle destas patologias, através da sensibilização e educação das comunidades, para maior difusão e consciensalização sobre estas doenças e os respectivos factores de risco.

Neste âmbito, a AIFO junto do MISAU está promover capacitação aos agentes comunitários de  saúde, nomeadamante, agentes polivalentes elementares (APEs), activistas comunitários (ACS),  técnicos de medicina preventiva(TMP) entre outros. Trata-se de uma capacitação com vista a doptar  os APEs, ACS, PT, TMP de  conhecimentos sobre DNTs e de capacidades  de resposta com vista a prevenção e controle de doenças não transmissíveis na província de Maputo, Zambézia e Sofala.

A primeira capacitação decorreu na Matola esta semana, a segunda em Moamba sede, nesta semana irá decorrer na cidade da Beira.  No final 2 meses são formados APEs/TMPs/PT em Maputo, Sofala e Zambézia, onde o o projecto está sendo implementado.

Refira-se que  principal papel da AIFO no ambito do projecto Prevenção e controlo das doenças não transmissíveis (DNTs) em Moçambique é a prevenção e controle de DNTs através da educação e promoção de saúde a nível das comunidades, com o principal foco nos factores de risco para o cancro de colo de útero, diabetes e hipertensão arterial. Uma intervençao focada a criar maior consciencialização nas comunidades locais, população urbanas e rurais.

No âmbito da implementação do Programa Quinquenal do Governo (2015-2019), e do Plano Económico e Social 2019, a Direcção Provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social, através do Instituto Nacional do Emprego - INEP, realizou a Feira Provincial sobre Oportunidades de Emprego e Empreendedorismo Inclusivo co-organizada e financiada pela AIFO.

Foto de Família, Feira do Emprego e Empreendedorismo Inclusivo de Pemba

Este evento reuniu vários actores que participam na dinamização da economia da província, desde Empregadores, Instituições do Estado, Sociedade Civil entre outros, com objectivo de reflectir-se sobre as oportunidades económicas, na variável emprego, que emergem fruto da implantação de diferentes projectos de dimensão mundial, na província de Cabo Delgado.

Durante a conferência decorreuj a entrega de kits de auto-emprego

Sob o lema ‘’Promovendo Mais e Melhores Empregos para todas e todos’’ o evento decorreu em forma de seminário onde vários temas foram aflorados relacionados com a inserção do jovem no mercado de trabalho, empreendedorismo e autoemprego. Paralelamente, foram realizados Workshops com grupos de jovens sobre diferentes matérias ligadas a inserção no mercado laboral, tais como orientação vocacional e profissional, na perspectiva de muni-los de informação na escolha da profissão, como também, na procura do primeiro emprego.

Paralelemante à Feira, decorreram vários Workshops

Igualmente, decorreu uma Feira de Oportunidades de Emprego e Empreendedorismo Inclusivo que serviu de local de amostra de produtos e serviços oferecidos pelos diversos actores que dinamizam a economia da província, bem como para a troca de experiências entre visitantes e expositores.

O Director Provincial do TESS, visitou a Feira

A Associação Italiana Amigos de Raoul Follereau, com o financiamento da Agência Italiana de Cooperação, no âmbito do Projecto PIN, realizou entre os dias 11 e 13 de Novembro, um hackathon para produção de aplicativos habilitantes que possam contribuir para o alcance, através do uso das TICs, dos objectivos do projecto PIN, que são: formação profissional e emprego para pessoas com deficiências. 

Hackathon é uma maratona de programação, ou seja, um encontro de programadores de aplicativos móveis e web, que pode durar dias e que visa encontrar soluções tecnológicas específicas para um desafio colocado. 

Participantes durante o Hackathon

Foram colocados dois desafios para este Hackathon:

Desafio Nº 1: Criar um Aplicativo que Facilite que Pessoas com Deficiências tenham acesso aos cursos de Formação dos 3 Centros do IFPELAC, onde o Projecto PIN está a ser implementado: Cidades de Maputo, Beira e Pemba.

Desafio Nº 2: Criar um website ou Aplicativo (ou ambos) que seja uma ponte entre empregadores e Pessoas com Deficiências, o aplicativo deve também facilitar o auto-emprego e geração de rendas, tendo em conta os diferentes tipos de deficiências.

Este Hackathon foi realizado no Espaço Inovação da UEM, uma iniciativa da Innovation Camp (iCamp) e a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que pretende contribuir para dinamização da inovação e do empreendedorismo a diversos níveis e áreas do saber, tendo como um dos suportes as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

O Hackathon, teve como mentor, Dr. G. Anthony Giannoumis, americano, Professor universitário na Universidade de Oslo, ele é um pesquisador de acção que foca-se na prática e teoria de tecnologias. Ele é um es-pecialista internacionalmente reconhecido nas áreas de Desenho Universal e TICs. Participou de Projectos de pesquisa e inovação em mais de 17 países, incluindo Moçambique. Já foi mentor de mais de 18 startups, metade das quais dirigidas por mulheres.

O Hackathon contou ainda com a participa-ção de outros mentores internacionais, vindos da Noruega, nomeadamente, Dan Gilbert, especialista em Design Thinking, Yvan Bayisabe, especialista legal e Cathrine Bui, especialista em genéro.

Participaram 8 equipas de desenvolvedores, constituídas por desenvolvedores backend, frontend e full stack. Sagraram-se campeõ-es as equipas E-team e Callback Cats, que vão agora iniciar um processo de finalização do design e implementação dos aplicativos vencedores durante 3 meses no Espaço de Inovação da UEM. Após a apresentação do aplicativo final, cada um dos grupos apura-dos receberá o valor monetário de cem mil meticais.

Decorreu na primeira semana de Novembro a Formação em Metodologias Inclusivas para os formadores do Centro de Formação Profissional do IFPELAC de Pemba, sendo que esta actividade terá a sua réplica em Maputo e Beira.

Segundo dados oficiais, em 2017 os centros de formação profissional do governo “IFPELAC” formaram 16.152 pessoas, das quais164 com deficiência (111 homens e 53 mulheres): 57 na Zambézia, 46 em Niassa, 37 em Manica, 30 na cidade de Maputo e 1 na província de Inhambane. Com cerca de 300.000 novas vagas de emprego por ano entre 2013 e 2015, 1.576 pessoas com deficiência foram integradas ao mercado de trabalho em todo o país, contra uma previsão de 46.200. As infraestruturas e currículos inadequados, a falta de formadores qualificados, o apoio e o difícil acesso às TIC (tecnologias de informação e comunicação), especialmente fora dos principais centros urbanos, impedem efetivamente o acesso à informação, formação profissional e emprego para pessoas com deficiência. A persistência de atitudes discriminatórias, falta de acesso a crédito e garantias bancárias, falta de legislação que promova a inclusão de pessoas com deficiência no sector privado, programas de estágio e a falta de formas de comunicação adequadas, são identificadas como as principais dificuldades. Dificuldades no acesso à formação e ao emprego são ainda maiores para raparigas e mulheres, especialmente se forem provenientes de famílias pobres e / ou áreas rurais do país, onde as barreiras arquitectónicas, económico-financeiras, socioculturais e de informação são ainda mais pronunciadas.

Durante a realização da primeira formação em inclusão de deficiência bem como a realização da auditoria de acessibilidade e o DISC com os formadores a nível dos três centros abrangidos pelo Projecto PIN, constatou-se que os formadores não possuem competências técnicas e metodológicas inclusiva em como trabalhar com estudantes com deficiência. Daí que foi identificada a necessidade de formar formadores em metodologias de ensino inclusivo para que possam melhor atender as necessidades dos estudantes com deficiência inscritos nos Centros de formação profissional.